Dados Educacenso 2010

Postado por: Cláudio Darlei  :  Categoria: Coluna de Informações

Total de Cadastros:
Total de turmas: 20
Total de alunos: 363
Total de alunos que utilizam transporte escolar: 76
Total de docentes: 22
Total de dados de docência: 61

Imagem Educacenso2010

Programa dá início à formação de professor sem licenciatura

Postado por: Cláudio Darlei  :  Categoria: Coluna de Informações

O Procampo, programa do Ministério da Educação (MEC) para a qualificação de professores sem licenciatura que trabalham em escolas rurais, iniciou a formação de profissionais em 13 unidades da Federação. O programa conta com a adesão de 32 instituições públicas de ensino superior, que oferecerão cursos de graduação a cerca de 35 mil educadores em atividade na área rural. Em 15 delas, a formação atende 1.363 educadores. Até o fim do ano, as 32 instituições terão matriculado 3.178 professores. As informações são do site do MEC.

O curso tem a carga horária e o tempo de duração de uma licenciatura, mas é diferente no formato para atender professores que precisam estudar e trabalhar. É oferecido em regime de alternância, com aulas presenciais intensivas (tempo-escola) nas férias escolares ou em períodos determinados pelas universidades, combinadas com etapas no local em que o professor leciona (tempo-comunidade). Na comunidade, o educador em formação pesquisa, estuda e aplica o que aprende.

A licenciatura é multidisciplinar, com a abordagem de quatro áreas: linguagens e códigos (para lecionar português, literatura e artes); ciências da natureza e matemática (matemática, química, física e biologia); ciências humanas e sociais (filosofia, sociologia, história e geografia); e ciências agrárias.

A oferta de cursos de licenciatura específicos para a qualificação dos professores do campo começou em 2006, com um projeto-piloto desenvolvido pelas universidades federais de Minas Gerais (UFMG), da Bahia (UFBA) e de Sergipe (UFSE) e da Universidade de Brasília (UnB).

Este ano, o programa vai se tornar política pública, com oferta de cursos de licenciatura regulares pelas universidades. O MEC vai desenvolver o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) Diversidade, que abrangerá a formação de professores das áreas rural e indígena. O Pibid Diversidade será administrado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Fonte: www.terra.com.br

Confira o calendário dos vestibulares do Rio Grande do Sul

Postado por: Cláudio Darlei  :  Categoria: Coluna de Informações

Fique de olho nos períodos de inscrição e nas datas das provas.
Saiba onde tirar dúvidas sobre os processos seletivos.

Centro Universitário Metodista
Inscrição: até 24/6
Prova: 27/6
Taxa: R$ 45
Resultado: 29/6
Telefone: 0800-5411100
Site: www.metodistadosul.edu.br

Esade
Inscrição: até 7/7
Prova: 8/7
Taxa: R$ 30
Resultado: 10/7, a partir das 9h
Telefone: (51) 3251-1111
Site: www.esade.com.br

ESPM – RS
Inscrição: até 30/6
Prova: 4/7
Taxa: R$ 75
Resultado: 6/7
Telefone: (51) 3218-1300
Site: www.espm.br/vestibular

IInstituto Pró-Universidade de Canoas (IPUC)
Inscrição: até 16/7
Prova: 17/7
Taxa: R$ 50
Resultado: 19/7
Telefone: (51) 2103-3000
Site: www.ipuc.com.br

Universidade Católica de Pelotas (UCPel)
Inscrição: até 14/7
Prova: 18/7
Taxa: R$ 50
Resultado: 21/7
Telefone: (53) 2128-8269
Site: www.ucpel.tche.br/vestibular

Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI)
Inscrição: até 6/7
Prova: 11/7
Taxa: R$ 50
Resultado: 12/7
Site: www.vestibular.uri.br

Para inclusão no calendário:

Instituições de ensino podem enviar os dados de seus processos seletivos para o e-mail cgjvestibularg1@tvglobo.com.br

Fonte: www.g1.com.br

Confira as 20 melhores escolas do Enem 2009 no Rio Grande do Sul

Postado por: Cláudio Darlei  :  Categoria: Coluna de Informações

A escola com maior pontuação no Enem 2009 no estado do RS foi a 32° colocada no ranking nacional Foto: Getty Images

A escola com maior pontuação no Enem 2009 no Estado do Rio Grande do Sul, Unidade de Ensino Colégio Sinodal, em São Leopoldo, foi a 32° colocada no ranking nacional, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Na cidade de Santa Maria estão localizadas quatro escolas das 20 com melhor desempenho no Exame. Porto Alegre e Caxias do Sul vêm em seguida com três colégios cada uma. Da lista abaixo, apenas duas escolas são federais. Veja o ranking:

1- Unidade de Ensino Colégio Sinodal, São Leopoldo, Privada, Urbana, média 710,95

2- Colégio Politécnico da Univ Fed de Sta Maria, Santa Maria, Federal, Urbana, 697,16

3- Colégio Politécnico da Univ Fed de Sta Maria, Santa Maria, Federal, Urbana, 697,16

4- Colégio Mutirão de Caxias do Sul, Caxias do Sul, Privada, Urbana, 685,14

5- Colégio Nossa Senhora Aparecida, Nova Prata, Privada, Urbana, 683,30

6- Colégio Israelita Brasileiro, Porto Alegre, Privada, Urbana, 678,52

7- Escola Ensino Médio Sarandi, Sarandi. Privada, Urbana, 675,35

8- Colégio Riachuelo, Santa Maria, Privada, Urbana, 672,14

9- Colégio Marista, Santa Maria, Privada, Urbana, 669,99

10- Colégio Militar de Porto Alegre, Porto Alegre, Federal, Urbana, 667,06

11- Colégio Marista São Luis, Santa Cruz do Sul, Privada, Urbana, 666,14

12- Escola de Ensino Médio Nossa Senhora de Fátima, Sapucaia do Sul, Privada, Urbana, 665,18

13- Centro Tecnológico Universidade Caxias do Sul, Caxias do Sul, Privada, Urbana, 663,44

14- Centro de Ensino Médio Int Universidade de P Fundo, Passo Fundo, Privada, Urbana, 663,34

15- Colégio Evangélico Panambi, Panambi, Privada, Urbana, 663,25

16- Colégio La Salle – Carmo, Caxias do Sul, Privada, Urbana, 661,77

17- Colégio Província de São Pedro, Porto Alegre, Privada, Urbana, 661,58

18- Unidade Bom Jesus São Miguel, Arroio do Meio, Privada, Urbana, 661,51

19- Colégio Kyrius, Rio Grande, Privada, Urbana, 658,87

20- Escola Ensino Médio Mario Quintana, Pelotas, Privada, Urbana, 658,74

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/enem/noticias/0,,OI4568610-EI8398,00-Confira+as+melhores+escolas+do+Enem+no+Rio+Grande+do+Sul.html>

MEC divulgou notas por escola no Exame Nacional do Ensino Médio

Postado por: Cláudio Darlei  :  Categoria: Coluna de Informações

Entre as 20 melhores escolas do país no Enem 2009, só duas são públicas

Foto Julia Chequer/16.07.2010/R7 Aluna em sala de aula do colégio Vértice, em São Paulo: instituição teve nota mais alta no Enem do ano passado, de 749,70 ponto

MEC (Ministério da Educação) divulgou o desempenho por escola no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 nesta segunda-feira (19). Entre as 20 melhores do país,18 são particulares e duas pertencem à rede pública de ensino. O colégio com a melhor nota do Brasil é o Vértice, na capital paulista, que obteve 749,70 na média total (prova objetiva e redação). Em segundo lugar está o Instituto Dom Barreto, de Teresina, no Piauí, com 741,54 pontos.

Na terceira posição, com média total 741,32, está o São Bento, no Rio de Janeiro, que na edição 2008 do exame obteve o melhor desempenho do país.

Das 20 melhores colocadas, apenas duas instituições são públicas. O Coluni, colégio de aplicação da UFV (Universidade Federal de Viçosa), em Minas Gerais, marcou 730,2 pontos e ocupa a sétima colocação. E o Cap-Uerj (colégio ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro), na capital fluminense,  que está em 17º lugar, com nota 697,9.

O R7 elaborou o ranking com base na média total (prova objetiva e redação). As escolas com menos de dez participantes e/ou taxa de participação inferior a 2% não têm as notas divulgadas pelo MEC.

Confira o ranking completo das escolas do país

O Estado do Rio de Janeiro é o que possui o maior número de escolas com os melhores desempenhos entre os 20 primeiros lugares no ranking: 25% das instituições classificadas. Em seguida estão São Paulo, com 20%, e Minas Gerais e Piauí, com 15% cada.

A Escola Estadual Indígena Dom Pedro I, em Santo Antônio do Içá, no Estado do Amazonas, obteve o pior desempenho do país no exame, com nota 249,25. A instituição da região norte do Brasil é voltada aos alunos da zona rural. Dos 58 estudantes do 3º ano do ensino médio matriculados, 40 fizeram a prova do Enem 2009. O R7 entrou em contato, mas, até a publicação desta reportagem, o responsável pela Secretaria Estadual do Amazonas não foi encontrado.

Em nota, o MEC afirma que a divulgação das médias do Enem “tem se revelado como importante elemento de mobilização em favor da melhoria da qualidade do ensino”. De acordo com o ministério, a avaliação auxilia professores, diretores e demais dirigentes educacionais “na reflexão sobre deficiências e boas práticas”, pois é possível avaliar o desempenho dos alunos em cada área de conhecimento.

O que você achou do desempenho da sua escola no Enem 2009?

O ministério também destaca que as notas por escola refletem uma média de desempenho dos alunos “cujo conhecimento adquirido depende não só da qualidade da escola em que estuda, mas também de seu histórico escolar, familiar e da comunidade onde está inserido, entre outros aspectos”.

Entenda a nota do Enem

Criado em 1998, o Enem avalia o desempenho do estudante ao fim da escolaridade básica. O exame não é obrigatório e podem participar alunos que estão concluindo ou que já concluíram o ensino médio em anos anteriores. Em 2009, 2.426.432 candidatos participaram do exame, destes 37% declararam estar concluindo o ensino médio naquele ano e 56% informaram ter concluído em anos anteriores.

A nota individual é utilizada no processo seletivo de universidades federais, particulares e de bolsistas do ProUni (Programa Universidade para Todos).

Em 2009, foi aplicado pela primeira vez um novo modelo da prova, com redação e 180 questões divididas em quatro eixos de 45 perguntas cada – linguagens, ciências humanas, ciências da natureza e matemática. Foram dois dias de testes, realizados nos dias 5 e 6 de dezembro, com quatro horas e 30 minutos de duração cada um.

A nota calculada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) é medida em TRI (Teoria de Respostas ao Item). Dessa maneira, não existe uma média global, ou, uma escala fixa de 0 a 10, por exemplo. O instituto calcula uma média entre os alunos concluintes no ensino médio. Assim, a média de 2009 foi 500 – quanto mais longe dessa nota, para cima, melhor foi o desempenho da instituição; quanto mais longe, para baixo, pior a sua colocação no ranking.

Mais informações em: http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/mec-divulga-notas-das-escolas-no-enem-2009-20100719.html

Dislexia

Postado por: admin  :  Categoria: Coluna de Informações

Definição:

O estudo das dificuldades de leitura e escrita, em geral, e da dislexia, em particular, vem suscitando desde há muito tempo o interesse de psicólogos, professores, pediatras e outros profissionais interessados na investigação dos factores implicados no sucesso e/ou insucesso educativo. A dislexia representa no momento actual um grave problema escolar, para a qual todos os profissionais da educação estão cada vez mais consciencializados.

As competências da leitura e escrita são consideradas como objectivos fundamentais de qualquer sistema educativo, ao nível da escolaridade elementar, a leitura e a escrita constituem aprendizagens de base e funcionam como uma mola propulsora para todas as restantes aprendizagens. Assim uma criança com dificuldade nesta área apresentará lacunas em todas as restantes matérias, o que provoca um desinteresse cada vez mais marcado por todas as aprendizagens escolares e uma diminuição da sua auto-estima.

Existem presentemente várias definições para a mesma problemática, de entre as quais se destacam:

Atualmente a definição mais concencual é a da Associação Internacional de Dislexia (2002) e do National Institute of Child Health and Human Development – NICHD:

“Dyslexia is a specific learning disability that is neurological in origin. It is characterized by difficulties with accurate and / or fluent word recognition and by poor spelling and decoding abilities. These difficulties typically result from a deficit in the phonological component of language that is often unexpected in relation to other cognitive abilities and the provision of effective classroom instruction. Secondary consequences may include problems in reading comprehension and reduced reading experience that can impede growth of vocabulary and background knowledge. … Studies show that individuals with dyslexia process information in a different area of the brain than do non-dyslexics.”

Segundo Víctor da Fonseca a dislexia é uma dificuldade duradoura da aprendizagem da leitura e aquisição do seu mecanismo, em crianças inteligentes, escolarizadas, sem quaisquer perturbação sensorial e psíquica já existente (Fonseca, 1999).

A World Federation of Neurology define-a como uma perturbação que se manifesta pela dificuldade na aprendizagem da leitura, apesar de uma educação convencional, uma adequada inteligência e oportunidades sócio-culturais.

Outra definição, surge do Comittee on Dyslexia of the Health Council of the Netherlands, segundo estes a dislexia está presente quando a automatização da identificação das palavras (leitura) e/ou da escrita de palavras não se desenvolve, ou se desenvolve de uma forma muito incompleta, ou com grande dificuldade.

Dislexia: (do grego) dus = difícil, dificuldade; lexis = palavra.

Esta dificuldade em ler e escrever tem sido muitas vezes erradamente interpretada, como um sinal de baixa capacidade intelectual. Muito pelo contrário, muitos disléxicos conseguem em certas áreas e em certos momentos da sua actividade, uma performance superior à média do seu grupo etário. Só se poderá diagnosticar uma dislexia em crianças que apresentem pelo menos uma eficiência intelectual dentro dos parâmetros normativos.

Sinais de Alerta

Aqui estão alguns sinais de alerta que pais e professores devem de ter em atenção quando suspeitam da existência de problemas nas competências de leitura e escrita nos seus filhos ou alunos:

DURANTE A INFÂNCIA

Atraso na aquisição da linguagem. Começou a dizer as primeiras palavras mais tarde do que o habitual e a construir frases mais tardiamente.
Apresentou problemas de linguagem durante o seu desenvolvimento, dificuldades em pronunciar determinados sons, linguagem ‘abebezada’ para além do tempo normal.
Apresentou dificuldades em memorizar e acompanhar canções infantis e a rima das lenga-lengas.
Dificuldade em se aperceber que os sons das palavras podem dividir-se em bocados mais pequenos.
Entre muitos outros sinais (…).

NA IDADE ESCOLAR

Lentidão na aprendizagem dos mecanismos da leitura e escrita.
Erros por dificuldades na descodificação grafema-fonema. Dificuldade em compreender que as palavras se podem segmentar em sílabas e fonemas.
Bastantes dificuldades na leitura, com a presença constante de erros, inventando palavras ao ler um texto.
A velocidade da leitura é inadequada para a idade. Dificuldades na leitura de pseudopalavras.
Apresenta dificuldades na rima de palavras.
Escrita com muitos erros ortográficos e a qualidade da caligrafia é bastante deficiente.
Salta linhas durante a leitura, na leitura silenciosa consegue-se ouvir o que está a ler, acompanha a linha da leitura com o dedo.
Demora demasiado tempo na realização dos trabalhos de casa (uma hora de trabalho rende 10 minutos).
Utiliza estratégias e truques para não ler. Não revela qualquer prazer pela leitura.
Distrai-se com bastante facilidade perante qualquer estímulo, parecendo que está a “sonhar acordado”.
Os resultados escolares não são condizentes com a sua capacidade intelectual.
Melhores resultados nas avaliações orais do que nas escritas.
Não gosta de ir à escola ou de realizar qualquer actividade com ela relacionada.
Confunde a direita e a esquerda.
Apresenta “picos de aprendizagem”, nuns dias parece assimilar e compreender os conteúdos curriculares e noutros parece ter esquecido o que tinha aprendido anteriormente.
Apesar das dificuldades na escola revela ser bastante imaginativo e criativo, com um bom raciocínio lógico e abstracto, podendo evidenciar capacidades acima da média em determinadas áreas (desenho, pintura, música, teatro, desporto, etc.).
Entre muitos outros sinais (…).

Critérios de Diagnóstico
Para se fazer um diagnóstico correcto da dislexia deve-se verificar inicialmente se na história familiar existem casos de dislexia ou de dificuldades de aprendizagem e se na história desenvolvimental da criança ocorreu alguma problemática não normativa.

Na leitura notam-se confusões de grafemas cuja correspondência fonética é próxima ou cuja forma é aproximada, bem como surgem frequentes inversões, omissões, adições e substituições de letras e sílabas. Ao nível da leitura de frases, existe uma dificuldade nas pausas e no ritmo, bem como revelam uma análise compreensiva da informação lida muito deficitária (muitas dificuldades em compreender o que lêem).

Ao nível da produção escrita a sintomatologia é semelhante, verificando-se a presença de muitos erros ortográficos, grafia disforme e ilegível, para além de défices acentuados na construção frásica.

Principais manifestações da dislexia nas competências de leitura e escrita:

. Um atraso na aquisição das competências da leitura e escrita.
. Dificuldades acentuadas ao nível do processamento e consciência fonológica.
. Leitura silábica, decifratória, hesitante, sem ritmo, com bastantes correcções e erros de antecipação.
. Velocidade de leitura bastante lenta para a idade e para o nível escolar.
. Omite ou adiciona letras e sílabas (ex: famosa-fama; casaco-casa; livro-livo; batata-bata; biblioteca/bioteca; …).
. Confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças subtis de grafia ou de som (a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; m-n; v-u; f-v; ch-j; p-t; v-z;…).
. Confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço (b-d; d-p; b-q; d-q; a-e;…).
. Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras (ai-ia; per-pré; fla-fal; me-em; sal-las; pla-pal; ra-ar;…).
. Substituição de palavras por outras de estrutura similar, porém com significado diferente (saltou-salvou; cubido-bicudo;…).
. Substituição de palavras inteiras por outras semanticamente vizinhas.
. Problemas na compreensão semântica e na análise compreensiva de textos lidos.
. Dificuldades em exprimir as suas ideias e pensamentos em palavras.
. Dificuldades na memória auditiva imediata.
. Ilegibilidade da escrita: letra rasurada, disforme e irregular, presença de muitos erros ortográficos e dificuldades ao nível da estruturação e sequenciação lógicas das ideias, surgindo estas desordenadas e sem nexo.
. Entre muitos outros critérios de diagnóstico (…).

Outros sintomas que podem estar associados são:

. Problemas ao nível da dominância lateral (lateralidade difusa, confunde a direita e esquerda, lateralidade cruzada).

. Problemas ao nível da motricidade fina e do esquema corporal.

. Problemas na percepção visuo-espacial.

. Problemas na orientação espacio-temporal.

. A escrita pode surgir em espelho.

. Etc.

Nota: Não é necessário que estejam presentes todos estes indicadores em simultâneo, para que seja diagnosticada um caso de dislexia. Estes indicadores devem apenas alertar para a possibilidade de um possível caso de dislexia, já que é preciso compreender a razão destes comportamentos.

Segundo vário autores, não se pode falar de dislexia (ou melhor … não se pode fazer um diagnóstico definitivo) antes dos 7 anos, ou para ser mais rigoroso, antes de pelo menos um ano de escolaridade, pois anteriormente a esta idade erros similares são banais pela sua frequência.

Quando a uma perturbação da leitura “ligeira” está associada um Q.I. elevado, a criança pode estar ao nível dos seus companheiros durante os primeiros anos escolares, e esta não se manifestar completamente antes do 4º ano de escolaridade, ou mesmo posteriormente.

Para um correcto diagnóstico de uma perturbação da leitura e escrita é indispensável recorrer à avaliação de profissionais experientes neste domínio.

Critérios de Diagnóstico para Perturbação da Leitura,
segundo o DSM-IV:

O rendimento na leitura, medido através de provas normalizadas de exactidão ou compreensão da leitura, aplicadas individualmente, situa-se substancialmente abaixo do nível esperado para a idade cronológica do sujeito, quociente de inteligência e escolaridade própria para a sua idade.
A perturbação do critério A interfere significativamente com o rendimento escolar ou actividade da vida quotidiana que requerem aptidões de leitura.
Se estiver presente um défice sensorial, as dificuldade de leitura são excessivas em relação ás que lhe estariam habitualmente associadas.

Prevalência da Dislexia
Nos EUA, e segundo o DSM-IV, é de 4% a estimativa da prevalência da perturbação da leitura nas crianças com idade escolar. No entanto, conforme os vários autores, percentagens de 5 a 10% têm sido encaradas. Isto significa que um pouco menos de um estudante inteligente em cada dez apresenta uma dislexia-disortografia mais ou menos importante.

A perturbação da leitura, isoladamente ou em combinação com a perturbação do cálculo ou da escrita, aparece aproximadamente em 4 de cada 5 casos de perturbação da aprendizagem.

Outros estudos referenciam que 40% dos irmãos de crianças disléxicas apresentam de uma forma mais ou menos grave a mesma perturbação. Uma criança cujo pai seja disléxico apresenta um risco 8 vezes superior à da população média.

Constata-se uma patente desproporção entre rapazes e raparigas disléxicas, segundo alguns autores 70 a 80% dos sujeitos diagnosticados com perturbação da leitura são do sexo masculino, ou seja, uma proporção de 8 a 9 rapazes para uma rapariga. Contudo, estudos mais recentes apontam para uma maior proporcionalidade entre os dois sexos quando utilizam amostras não clínicas.

Vejamos agora alguns dos disléxicos mais famosos, são os casos de:

Agatha Christie
Albert Einstein
Alexander Graham Bell
Antony Hopkins
Beethoven
Ben Jonhson
Bill Gates
Franklin D. RooseveltFred Astaire
Galileo
Harrison Ford
Jack Nicholson
John Lennon
Julio Verne
Leonardo da Vinci
Louis Pasteur
Magic Johnson
Mozart
Pablo Picasso
Steven Spielberg
Thomas Edison
Tom Cruise
Van Gogh
Walt Disney
Winston Churchill,
entre muitos outros…

Problemática Emocional
As repercussões da dislexia são muitas vezes consideráveis, quer ao nível do sucesso escolar, quer ao nível do comportamento da criança, originando nestes dois domínios perturbações de gravidade variável, que importa reconhecer e evitar na medida do possível.

A criança disléxica é geralmente triste e deprimida pelo repetido fracasso em seus esforços para superar suas dificuldades, outras vezes mostra-se agressiva e angustiada. A frustração causada pelos anos de esforço sem êxito e a permanente comparação com as demais crianças provocam intensos sentimentos de inferioridade.

Em geral, os problemas emocionais surgem como uma reacção secundária aos problemas de rendimento escolar. As crianças disléxicas tendem a exibir um quadro mais ou menos típico, com variações de criança para criança, cujas reacções mais características são:

Reduzida motivação e empenho pelas actividades que implicam a mobilização das competências de leitura e escrita, o que por sua vez aumenta as suas dificuldades de aprendizagem.
Recusa de situações e actividades que exigem a leitura e a escrita, devido ao temor de viver novamente uma experiência de fracasso.
Sintomatologia ansiosa perante situações de avaliação ou perante actividades que impliquem a utilização da leitura e escrita.
Sentimento de tristeza e de auto-culpabilização, podendo apresentar uma atitude depressiva diante das suas dificuldades.
Uma reduzida auto-estima e auto-conceito académico.
Um sentimento de insegurança e de vergonha como resultado do seu sucessivo fracasso.
Um sentimento de incapacidade, de inferioridade e de frustração por não conseguir superar as suas dificuldades e por ser sucessivamente comparado com os demais.
Problemas comportamentais caracterizados por comportamentos de oposição e desobediência perante as figuras de autoridade (pais, professores, etc.), hiperactividade, défice atencional, etc.
Outras problemáticas poderão estar presentes como seja a enurese nocturna, perturbação do sono, etc.

Esta sintomatologia não permite por seu lado a natural concentração, interesse e desejo de aprender, perturbando muitíssimo as condições de aprendizagem na criança.

Co-Morbilidade
Diversos estudos documentam, de forma consistente, que a dislexia está algumas vezes associada a outras perturbações có-morbidas (presença de 2 ou mais diagnósticos diferentes), de entre as mais frequentes destaca-se a Disortografia, Disgrafia, Discalculia, Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA), Problemas de Linguagem, entre outros.

- Perturbação que afecta as aptidões da escrita, e que se traduz por dificuldades persistentes e recorrentes na capacidade da criança em compor textos escritos. As dificuldades centram-se na organização, estruturação e composição de textos escritos, a construção frásica é pobre e geralmente curta, observa-se a presença de múltiplos erros ortográficos e uma má qualidade gráfica. É possível haver uma disortografia sem que esteja presente uma dislexia.

- Perturbação de tipo funcional na componente motora do acto de escrever, que afecta a qualidade da escrita, sendo caracterizada por uma dificuldade na grafia, no traçado e na forma das letras, surgindo estas de forma irregular e disforme.

- É uma perturbação estrutural da capacidade matemática e da simbolização dos números, é de carácter desenvolvimental (não resulta de uma lesão cerebral ou de défices intelectuais) e caracteriza-se por dificuldades específicas da aprendizagem que afectam a normal aquisição das competências aritméticas, apesar de uma inteligência normal, estabilidade emocional, oportunidades académicas e motivação.

- É uma Perturbação do Comportamento de base genética, em que estão implicados diversos factores neurológicos e neuropsicológicos, que provocam na criança alterações atencionais, impulsividade e uma grande actividade motora, ocorrendo mais frequentemente e de um modo mais severo do que o tipicamente observado noutras pessoas.

A ETIOLOGIA DA DISLEXIA tem por base alterações genéticas, neurológicas e psicolinguísticas. Estudos recentes apontam alguns cromossomas como responsáveis da dislexia (e daí a questão da sua hereditariedade), estando agora as investigações científicas centradas na identificação dos genes implicados neste perturbação.
Encontram-se igualmente identificas as regiões cerebrais responsáveis pelas alterações psicolinguísticas observadas nas crianças com dislexia. Essas regiões localizam-se no hemisfério esquerdo do cérebro e apresentam uma menor activação das áreas cerebrais responsáveis pela descodificação fonológica, leitura e escrita.

Fonte:

http://www.dislexia.web.pt/

Para saber mais:
http://www.apdis.com/
http://www.dislexia.org.br/
http://www.malhatlantica.pt/ecae-cm/VicenteMartins6.htm
http://www.dyslexia.com/
http://www.iamdyslexic.com/
http://www.dyslexia-teacher.com/

Como é sabido, as tendências actuais, em matéria de princípios, políticas e práticas educativas, vão claramente no sentido da promoção da escola para todos, no sentido da promoção da escola inclusiva. Estrutura educativa de suporte social que a todos receba, que se ajuste a todos os alunos independentemente das suas condições físicas, sociais, étnicas, religiosas, linguísticas, ou outras, que aceite as diferenças, que apoie as aprendizagens, promovendo uma educação diferenciada que responda às necessidades individuais deixando assim de ser institucionalmente segregadora.